Marcas japonesas lideram rankink das 10 mais sustentáveis

Estudo da Interbrand avalia a percepção pública com a performance ambiental para avaliar as 50 empresas mais sustentáveis do planeta.

Setor automotivo e marcas do Japão lideram o ranking:

#1 Ford
Automotivo

#2 Toyota
Automotivo

#3 Honda
Automotivo

#4 Nissan
Automotivo

#5 Panasonic
Eletrônicos

#6 Nokia
Eletrônicos

#7 Sony
Eletrônicos

#8 Adidas
Artigos esportivos

#9 Danone
Alimentos

#10 Dell
Eletrônicos

Fonte Interbrand

Marcas sustentáveis sem empresas sustentáveis?

Texto de Dhaval Chadha*

Acreditamos que é uma ótima oportunidade para refletir sobre o papel de grandes empresas em nossa sociedade. Confesso que quando eu conheci a conferência pela primeira vez, fiquei na dúvida sobre uma coisa – por que se fala apenas de brands e não de empresas?. É realmente possível pensar numa marca sustentável sem falar de uma empresa sustentável?

Pensando nisso percebi algumas coisas. De fato, as equipes de marketing, branding e comunicação que tem mais interações com seu público tendem ser os protagonistas da mudança. Isso acontece tanto porque eles são os primeiros a receberem sugestões e críticas, quanto porque eles tem a responsabilidade de criar táticas e estratégias que acompanham o zeitgeist (espírito dos tempos) para manter relevância. Esse momento atual que é definido por fatores como uma crise ambiental, desigualdade social, crescimento inédito de tecnologia e de valores emergentes da nossa sociedade que naturalmente impactam o trabalho de marketing e comunicação. Em paralelo, equipes de estratégia, operações e vendas vivem uma outra realidade. As pressões do mercado e do zeitgeist são muito menores que as preocupações com faturamento, margens e dividendos para os acionistas.

O resultado disso é uma certa separação entre o que a empresa realmente está fazendo ou tentando fazer, com o que ela está ou está querendo comunicar. Nas décadas de 80 e 90, chamávamos isso de greenwashing. As empresas, cientes que precisavam mudar a sua forma de atuação, criavam áreas de responsabilidade social. Entretanto, uma área de responsabilidade social parece partir da premissa que o resto da empresa é irresponsável. O próprio conceito parece ser problemático e pouco construtivo.

Desde então, temos visto vários avanços acadêmicos e o crescimento da relevância das inovações que acontecem em empresas menores. Com cada novo modelo, as grandes empresas estão sendo desafiadas a evoluir. Depois de responsabilidade social empresarial (RSE) veio sustentabilidade, e hoje os conceitos mais falados são valor compartilhado (shared value), The Green Leap e capitalismo consciente (conscious capitalism).

Mas nas últimas conversas com algumas empresas multinacionais, tive a impressão que de fato continua um interesse muito maior em ser visto como sustentável do que de fato ser sustentável. Acredito que as grandes empresas estão avançando tanto na sua forma de pensar quanto na sua forma de atuar. Entretanto, o que anda mais rápido e de fato está mudando é a sua forma de comunicar e um oportunismo em relação aos novos modelos. Em outras palavras, estamos vivendo o shared value washing e o conscious capitalism washing muito mais do que mudanças ousadas e adequadas.

Vivemos em tempos excepcionais. Cientistas dizem que temos 10 anos para mudar a nossa forma de viver para não correr o risco de acabar de vez com vários recursos naturais e a capacidade do planeta de suportar a nossa espécie. Não é um mistério para ninguém que a forma em que vivemos, fazemos negócio, consumimos e organizamos as coisas, não está funcionando mais.

Precisamos de mudanças radicais. Precisamos re-imaginar nossa relação conosco mesmo, com o outro e com nosso ambiente e planeta. Precisamos de um esforço gigante, global e unido na direção de mudanças disruptivas e evolucionárias. Mudanças que são impulsionadas por uma nova consciência, que sejam escaláveis e que alavanquem tecnologias emergentes. Precisamos criar o futuro dos negócios com base no princípio da criação de valor compartilhado: econômico, social, ambiental e simbólico.

*Dhaval Chadha

Indiano, cientista social formado pela Harvard e futurista pela Singularity University (programa do Google e NASA). Dhaval é socio-fundador da Cria, uma consultoria de inovação e Pipa uma aceleradora de empresas, ambas focadas na criação de negócios de valor compartilhado. Dhaval foi Gerente de Inovação no CDI, é fellow da INK (sócia Indiana do TED), conselheiro da Seed Stars World, Gifted Citizen pela Ciudad de las Ideas e membro da rede Sandbox.

10 lições para equilibrio entre varejo e fornecedores sustentáveis

Publicado originalmente em julho 2010

Empresas sustentáveis são um fenômeno novo no universo dos negócios, sua existência ainda é tênue e como outros fenômenos da natureza possuem seu tempo certo para frutificar em abundância. Entender e apoiar este momento exige comprometimento e firmeza de propósitos.

Grandes redes do varejo correram para se alinhar com as novas tendências de responsabilidade social e ambiental divulgando seus programas de sustentabilidade, mas o problema surge quando estes gigantes começam a se relacionar com pequenos fazendeiros, artesãos e micro-empresas sustentáveis.
Reunimos 10 lições para estas grandes empresas participarem desta “corrente do bem” adaptando suas práticas de negociação, seus contratos e promovendo uma mudança cultural em suas estruturas de compras, distribuição e marketing:
1. Merchandising orgânico.
Adapte sua estrutura de marketing para cultivar e fazer crescer as vendas destes produtos, destacando-os da concorrência tradicional, reservando um espaço especial para eles e gerando ações que transmitam seus valores e benefícios únicos.
2. Cuidado: Não contém conservantes
O consumidor final também é um elo desta corrente, o cuidado com a reposição de produtos perecíveis é a certeza da qualidade e garantia da manutenção de seus valores nutricionais e terapêuticos.
3. Não compare maças com laranjas
Os parceiros sustentáveis são diferentes dos outros fornecedores, as empresas sustentáveis precisam ir além da busca por lucros sempre maiores, suas operações cultivam outros valores e práticas, precisamos novos indicadores para comparar o giro e o retorno financeiro somando os outros benefícios destes negócios ao planeta e à imagem do comerciante.
4. Contratos diferenciados
Iniciativas sustentáveis precisam de contratos específicos, ficaria muito difícil para estas empresas cumprirem as mesmas condições de contratos criados para extrair o máximo de vantagens de poderosas holdings com várias marcas de sucesso comercial.
5. Relacionamento ganha x ganha
Temos que reconhecer que cada elo da corrente é interdependente e sua força vem da união. É uma simbiose comercial em equilíbrio. Todos estes elos buscam uma harmonia e um alinhamento de valores, integrar-se a esta cadeia de comércio mais justo e sustentável pede a adoção de regras e procedimentos baseados em princípios democráticos, ecológicos, cooperativos e grande dose de justiça econômica, onde pessoas, organizações e planeta ganham.
6. Crescimento com responsabilidade
Os produtos sustentáveis estão chegando ao mercado com fôlego para encarar um crescimento lento mas constante, é uma conquista diária, cada venda é uma vitória e mais um passo na construção deste novo  mercado.
7. Potencialize os negócios
Nas contas das empresas sustentáveis não costuma entrar custos de logística complexa, seguros e custos de marketing extravagantes. Grandes varejistas conseguem e poderiam negociar prazos e preços para otimizar os custos destes serviços para deixar que seus fornecedores sustentáveis concentrem recursos no foco dos seus produtos e serviços.
8. Invista no mercado futuro
O empreendimento sustentável não busca serviços financeiros para desconto de duplicatas, capital de giro e outras alavancas monetárias. Em um Brasil de juros imorais seria uma ótima ajuda pagar contra-entrega, em uma semana, 30 dias no máximo.
9. Se não puder ajudar, não atrapalhe
Negócios sustentáveis são sistemas comerciais que protegem o meio ambiente e as condições sociais enquanto promovem seu próprio crescimento de forma equilibrada. São empreendimentos com impacto positivo no meio ambiente, trazem benefícios para a comunidade, para a sociedade e para a economia, a cadeia comercial precisa garantir uma renda correta aos fornecedores de forma a promover a produção orgânica e eco-certificada por gerações.
10. Faça parte da Solução
Exija certificações de empresas idôneas e evite a todo custo utilizar expressões e divulgar iniciativas apenas para se aproveitar de uma “onda” ecológica, o caminho para conectar sua marca com os ideais e valores sustentáveis é pensar em formas autenticas de cooperar com soluções ambientalmente saudáveis com respeito aos direitos humanos e à cultura local.
As pessoas e o planeta agradecem!
Bibliografia:
European Commission Trade; Friends of the Earth International;
IISD – International Institute for Sustainable Development
Problema:
As grandes redes de varejo nacionais e internacionais buscam fornecedores sustentáveis de produtos e serviços, mas muitas vezes acabam prejudicando mais do que ajudando ao impor regras e condições de mercado.
Ação:
As grandes redes de varejo podem fazer um trabalho interno em suas áreas de compras, marketing, contábil, merchandising e logística a fim de aproveitar os pontos fortes dos produtos e serviços de fornecedores sustentáveis mas reconhecer suas fraquezas sob pena de causar mais prejuízos que benefícios ao contratar empresas sustentáveis.
Resultado:
Uma grande rede de varejo internacional estabelecida no Brasil, conhecida por sua prática de “apertar” seus fornecedores até o limite para conseguir melhores preços, reconheceu que um fornecedor específico não poderia ajudar a custear campanha de marketing para ajudar a promover seus produtos, também aceitou não utilizar os mesmos critérios de avaliação de resultado de vendas, e finalmente reverteu sua decisão de devolver um grande estoque para este pequeno fornecedor que provavelmente teria seu negócio arruinado.
Limitações:
É um trabalho de conscientização constante, e a difusão destes “manuais de práticas sustentáveis” é uma parte da solução, provavelmente a pressão de consumidores por tratamento justo a fornecedores sustentáveis será mais efetivo.

Timberland inaugura loja amiga do meio ambiente em NY

A Timberland inaugurou loja em Nova York construída segundo conceitos ecoeficientes, a marca já possui outras lojas eco friendly em  Chicago, Massachussets, Boston e San Francisco nos EUA e também lojas na Polonia e Italia com este conceito.
A nova loja da marca compensa seu consumo de carbono, foi construída com madeiras reutilizadas para balcões, cadeiras e portas da antiga loja e madeira certificada FSC.
O piso é composto de resíduos de construção e utiliza tintas que não agridem a natureza e utiliza lampadas LED de baixo consumo elétrico.
A marca lançou uma coleção de calçados feita com sola de borracha reciclada e revestimento de couro orgânico, livre de produtos químicos em seu curtimento.
Clientes que levarem sapatos antigos da marca ganharão desconto nas compras.
A Timberland também mantém a rede “EarthKeepers” para incentivar mudanças nos hábitos como forma de criar a consciência ambiental nas ações do dia a dia e um blog da comunidade.
A marca incentiva a plantação de árvores, construção de painéis solares, o desenvolvimento de produtos sustentáveis e ação popular no planeta.

Gucci lança bolsa com couro sustentável da Amazônia

A grife Gucci lança no próximo dia 4, na embaixada do Brasil em Paris, uma linha de bolsas sustentáveis feitas de couro da Amazônia.

A coleção foi criada em parceria com a National Wildlife e a italiana Livia Firth, fundadora do Green Carpet Challenge (ou ‘Desafio do Tapete Verde’, em que famosos trocam o look inédito por vestidos e ternos sustentáveis ou reciclados em premiações da indústria do cinema) – e também produtora de cinema e casada com o ator Colin Firth. “Acredito que hoje, mais do que nunca, os consumidores preferem as marcas que são legítimas, confiáveis e responsáveis”, diz Livia.
Juntas, as três organizações têm o objetivo de criar coleções com couros de vaca legalmente provenientes da região amazônica que não causem devastação ambiental. Cada bolsa vem com um passaporte que descreve esta cadeia de produção, desde o nascimento da vaca até o produto finalizado manualmente. A matéria-prima é de ranchos de gado certificados pelo Rainforest Alliance – que assegura a prática de justiça social e ambiental assim como um tratamento ético do gado.
“É possível ser responsável e ecologicamente correto na produção de bens de consumo”, diz Rossella Ravagli, diretora do Departamento de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Gucci. “Através da rastreabilidade, podemos produzir com couros de desmatamento zero, usados pela primeira vez numa coleção da marca”. A Gucci também anunciou uma doação de 50 mil euros para o National Wildlife Federation, fundo que promove o couro brasileiro livre de desmatamento.

Iniciativa do Instituto Vitae Civilis e da Oxfam apontam caminho para Marcas Sustentáveis

Gigantes do setor alimentício fecham os olhos para a desigualdade no campo

Levantamento realizado pela Oxfam revela desinteresse das maiores empresas do setor sobre problemas socioambientais relacionados às suas cadeias de fornecimento
Brasília, 26 de fevereiro de 2013

A Oxfam, confederação de 17 organizações que lutam pelo fim da desigualdade e da pobreza em 94 países, conduziu avaliação inédita sobre as políticas de compras de gêneros agrícolas das dez maiores companhias globais de alimentos.

No relatório “Por Trás das Marcas”, a Oxfam avalia compromissos socioambientais de Nestlé, Danone, Coca-Cola, PepsiCo, Unilever, Kellogg’s, Mars, Mondelez, General Mills e Associated British Foods.

As dez empresas foram selecionadas por seus faturamentos anuais e posição no ranking Forbes 2000. Estas empresas apresentam um faturamento que equivale a 17% do PIB brasileiro (2011).
Foram avaliados, com base em informações públicas das próprias companhias, os níveis de transparência quanto à origem das matérias-primas, bem como o alcance de suas políticas para promoção de igualdade de gênero no campo, compartilhamento de riscos com agricultores familiares de sua cadeia de fornecimento, exclusão de fornecedores envolvidos em conflitos por terra, água ou desmatamento, garantia das normas trabalhistas estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, e mitigação de emissões de gases de efeito estufa na produção de commodities. O critério de avaliação foi construído pela Oxfam, em consulta com especialistas nesses assuntos.

“Analisamos o que elas dizem e concluímos que, em nenhum caso, as empresas assumem suas responsabilidades conforme seria necessário. São imprescindíveis avanços tanto nas políticas quanto nas práticas, e isto deve ser feito com transparência, para que a sociedade confie no compromisso das empresas no combate à fome e à desigualdade”

Rafael Georges, Porta-Voz da “Por Trás das Marcas”, no Brasil.

O relatório “Por Trás das Marcas” será lançado em treze países, e o ranking das dez empresas será atualizado anualmente, por três anos, em uma plataforma digital, por meio da qual a Oxfam visa engajar os cidadãos nessa campanha:
http://www.oxfam.org.br/portrasdasmarcas

“Apesar de parecer inacreditável, dados do último Relatório da FAO sobre Insegurança Alimentar no Mundo mostram que a maioria dos famintos está nas áreas rurais, onde estas empresas compram suas matérias-primas. A responsabilidade das empresas é inegável”

Muriel Saragoussi, Coordenadora de Campanhas da Oxfam no Brasil.

Ranking online, relatório completo e pontuação final das empresas (geral e por tema):
www.oxfam.org.br escolha o link Ranking

NO BRASIL

- Apenas 15% da população brasileira é rural. Ainda assim, cerca de 50% dos que passam fome no país vivem no campo (IBGE)

- 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros vêm da agricultura familiar (IBGE) A Oxfam aponta que todas as empresas tiveram um desempenho fraco – a melhor delas atingiu o meio da escala (54 pontos de 100).

As 3 melhores:

  • Nestlé (54%)
  • Unilever (49%)
  • Coca-Cola (41%)

E as piores:

  • Associated British Foods (19%)
  •  Kellogg’s (23%)
  • General Mills (23%)

Conheça a Oxfam aqui

Greenpeace apresenta pesquisa com marcas de luxo da Itália

Lady Gaga usando sobretudo da marca Italiana Valentino, considerada a mais "verde" entre as italianas.

Lady Gaga usa Valentino.

O Greenpeace Itália classificou marcas italianas de alta-costura com base em uma pesquisa sobre três seções das cadeias de fornecimento global das grifes: couro, papel e celulose, e poluição tóxica da água

Em uma nova ação pela sustentabilidade industrial, o grupo ambientalista Greenpeace fez uma pesquisa com grandes marcas italianas do mundo da moda e listou o desempenho destas grifes de luxo de acordo com suas políticas e compromissos com a produção limpa e sustentável.

Grandes marcas italianas da alta-costura foram convidadas a responder o questionário da ONG, com 25 tópicos em torno de três seções:

1. Política de compra de couro, se as peles são provenientes de criações de gado ligadas ao desmatamento de florestas;

2. Origem da celulose usada para fazer embalagens de papel e se também ocasionou a derrubada ilegal de árvores;

3. Qualidade da produção têxtil, para avaliar, por exemplo, o uso de produtos químicos perigosos que possam comprometer os recursos hídricos.

Veja aqui um PDF com a apresentação do relatório
Quem lidera o ranking, apresentando um desempenho “bom” é a grife italiana Valentino.

Valentino

De acordo com o Greenpeace, a marca é transparente sobre seu compromisso com a implementação de políticas de desmatamento zero para o couro e embalagens e procura reduzir ao máximo o impacto ambiental da sua produção de tecidos.

Armani

Segunda colocada no ranking, a grife de Giorgio Armani respondeu apenas parcialmente e com um baixo grau de transparência o questionário, segundo o Greenpeace, embora demonstre comprometimento com a compra responsável de couro e da celulose para fabricação de embalagens, a marca não se posiciona a respeito do uso de produtos químicos nas suas roupas que possam contaminar recursos hídricos em sua produção.

Gucci

A italiana Gucci também está comprometida com políticas que garantam a sustentabilidade de suas matérias-primas. Para alcançar um desempenho mais exemplar, no entanto, a marca precisa abraçar metas de desintoxicação do processo fabril de seus tecidos.

Ermenegildo Zegna

A marca de luxo italiana Ermenegildo Zegna é outra de desempenho mediano quando o assunto é meio ambiente, na avaliação do Greenpeace. A principal crítica feita pela ONG é que a grife ainda não se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace, Detox.

Versace

A grife de alta-costura comandada por Donatella Versace se empenha em garantir a sustentabilidade da origem do papel que usa em suas embalagens e também do couro. Entretanto, segundo o Greenpeace, a marca ainda não se comprometeu em colocar em prática a política de desmatamento zero e o programa Detox

Salvatore Ferragamo

Famosa por suas bolsas e sapatos ostentados por beldades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e Claudia Schiffer, a grife italiana Salvatore Ferragamo não convence quando o assunto é meio ambiente. Segundo o Greenpeace, apesar da marca demonstrar preocupação com a origem do papel de suas embalagens, ela ainda carece de um compromisso pelo Desmatamento Zero e pela eliminação de produtos químicos perigosos na fabricação dos tecidos.

Roberto Cavalli

De acordo com o Greenpeace, a grife de alta-costura Roberto Cavalli não forneceu respostas concretas para a pesquisa, tampouco assinou compromissos de desmatamento zero. De acordo com a ONG, “não há garantia de que a empresa possua políticas que asseguram o respeito às florestas e aos recursos hídricos”.

Alberta Ferretti

A lista de marcas reprovadas pelo Greenpeace começa com Alberta Ferretti. Especializada em roupas da moda feminina, a grife não respondeu ao questionário,”recusando-se a compartilhar” informações sobre sua política de compra de couro e celulose e uso de produtos tóxicos na produção têxtil.

Dolce & Gabbana

Outra grife de alta-costura criticada foi a Dolce & Gabbana. Segundo o Greenpeace, a marca “não respondeu” ao questionário, o que, segundo a ONG, demonstra falta de transparência com os consumidores sobre sua política ambiental.

Prada

Símbolo de luxo e status, a grife italiana Prada está longe de ser considerada ecofriendly, segundo a ONG ambientalista. Como suas antecessoras no ranking, a marca não respondeu ao questionário sobre política ambiental.

Trussardi

Fechando a lista de grifes de alta-costura menos verdes, aparece a Trussardi. O mau desempenho deve-se à recusa da marca em responder o questionário de política ambiental, o que, segundo o Greenpeace, demonstra falta de compromisso e transparência com os consumidores.

Fonte: Vanessa Barbosa Revista Exame
12/02/2013

Matte Leão tem primeira fábrica certificada LEED


A marca centenária Matte Leão recebeu a certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental) pela fábrica da linha de chás solúveis e infusão Matte Leão, concedida pela organização não governamental U.S. Green Building Council, a certificação é um reconhecimento de que a fábrica, inaugurada em 2009, atingiu à rígida meta normatizada pelo conselho no que diz respeito a padrões sustentáveis de construção civil.

Entre outros itens está a preocupação com qualidade ambiental interna e externa, como área de lazer projetada para descanso após as refeições, bem como espaços exclusivos no estacionamento reservados para funcionários que oferecem carona aos colegas de trabalho. Esses são alguns exemplos de benefícios desenvolvidos especialmente para o bem-estar dos colaboradores.

No que diz respeito à preservação do meio ambiente, e seguindo conceitos de eficiência na utilização de recursos e serviços naturais estimulados pela norma da certificação LEED, está o sistema de automação voltado para controle de iluminação, por exemplo, que resulta em diminuição de consumo de energia. Os escritórios e laboratórios da fábrica contam com sensores que são acionados de acordo com a presença de pessoas. O fluxo gravitacional da planta também foi projetado para que a matéria prima chegue até as áreas de produção por gravidade, sem a necessidade de equipamentos mecânicos ou elétricos. “São medidas que parecem simples, mas que na soma geral fazem toda a diferencia na redução do consumo de energia”, afirma Fabiano Rangel, Gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da SABB Coca-Cola, empresa gestora da Fábrica da Matte Leão.

Entre outros fatores, destaque também para o aquecimento da água do banho dos funcionários, que é feito por placas solares instaladas na área externa da unidade fabril. Segundo Rangel, cerca de 23% é o total obtido na redução de consumo de energia, reflexo de ações como essas.

Ainda sobre a água, um dos principais elementos do projeto voltados para a gestão de recursos naturais, está o sistema de captação de água da chuva, que abastece uma cisterna. A água é totalmente reutilizada, seja no fluxo dos vasos sanitários da fábrica como na lavagem de áreas externas. Além disso, é utilizada também no processo de irrigação. O resultado na economia de água é de 36%, segundo estudo feito pela empresa.

Telhado Verde
Outro diferencial da unidade de Fazenda Rio Grande é o telhado “verde”, considerado o maior da América Latina. Composto por vegetação adaptada da região, ele cobre as áreas não industriais da fábrica, como portaria, escritórios, vestiários e refeitórios. Sua funcionalidade é a melhoria do conforto térmico tanto das áreas internas como externas, onde contribui para reduzir o efeito ilha de calor, o que evita ainda o consumo de ar condicionado, mais um ponto que reflete eficiência energética.

Investimento
A SABB Coca-Cola investiu mais de 4 milhões de reais no projeto voltado para a certificação. O Diretor de Relações Institucionais da empresa, que é uma joint-venture formada pela Coca-Cola Brasil e seus fabricantes regionais, Mauro Ribeiro, afirma que o investimento vale a pena, especialmente porque o retorno para as pessoas e o meio ambiente é real. Além disso, destaca que o pioneirismo da SABB serve de exemplo para outras empresas. “Somos a primeira fábrica a receber a certificação. É um exemplo que deve ser seguido por outras empresas e esperamos que seja um legado para as futuras gerações. Quem ganha somos todos nós”, ressalta.

Ainda segundo Ribeiro, a conquista do selo é um feito importante e mostra que a instituição, além de buscar preservar o meio ambiente, tem outro diferencial: foco nas pessoas. “Uma empresa que se preocupa com as pessoas se preocupa com o meio ambiente”, afirma. O executivo acrescenta que outras unidades fabris, também geridas pela SABB Coca-Cola, estão a caminho da certificação. “As unidades de Fernandes Pinheiro, no Paraná, e Linhares, no Espírito Santo”.

A Leão foi construída em um terreno de 80 mil m² com 20 mil m² de área construída, prevendo, a reserva de 41% da área total do terreno com espaços abertos e totalmente vegetados, conforme requisito LEED.

Whirlpool Latin America lança Projeto Resíduo Zero

A Whirpool Latin America firmou compromisso ambiental com a busca pelo Resíduo Zero em suas unidades fabrís, a Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, foi recentemente reconhecida na pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil e foi destaque na categoria “Melhor Empresa de Responsabilidade Socioambiental”.

A Whirlpool instalou ETAs – Estações de Tratamento de Água em suas fábricas, reutilizando até 100% de água, e lançou o Projeto de Resíduo Zero, planejando zerar seu destino de resíduos para aterros até 2014 , além de projetos para economia de energia, emissões de gases poluentes e reciclagem. No que diz respeito à responsabilidade social, há dez anos a Consul criou o Instituto Consulado da Mulher, que oferece assessoria a mulheres de baixa renda e pouca escolaridade. O objetivo é que, com sua atividade empreendedora, possam gerar renda e proporcionar melhores condições de vida a elas e suas famílias.

 

Marcas Sustentáveis na RIO+20

Uma Marca Sustentável possui atitude e caráter e só age de acordo com seus princípios e valores, ela é construída para permanecer no mercado por muitas décadas e é admirada por seu posicionamento.

Em tempos de Rio+20 e a questão da Economia Verde a Sustentabilidade passa a ser o centro das atenções de empresários e gestores de Marcas no Brasil, é o momento de se entender o que as Marcas podem e devem fazer pela Sustentabilidade.
Para uma Marca ser reconhecida como amiga do meio ambiente ela precisa ter uma Empresa Verde por trás, uma empresa que reconheça o impacto de suas atividades e que exija a gestão sustentável de toda a sua cadeia de fornecedores e também se preocupe com as consequências do ciclo de vida de seus produtos buscando o bem estar de seus funcionários, clientes, um compromisso com a humanidade e de toda a vida ao seu redor.
As empresas vivem no mesmo Planeta que seus clientes, seus produtos e serviços possuem maior ou menor impacto no ambiente comum a todos.
A ideia da sustentabilidade é buscar um equilíbrio responsável entre as dimensões financeiras, humanas e ambientais do negócio. Trata-se de atuar com responsabilidade, integridade e também generosidade, os recursos naturais estão disponíveis para todos e quando uma empresa utiliza a água, o ar ou outros bens da natureza precisa cuidar para que estes recursos sejam preservados e estejam disponíveis para as futuras gerações.
A Empresa Sustentável deve investir em inovação, criar produtos duráveis e buscar reduzir ao mínimo seu impacto e, quando não for possível, compensar suas pegadas com ações efetivas.
Os benefícios são enormes e imediatos, as Marcas Sustentáveis são reconhecidas pelo seu compromisso verdadeiro com ações socioambientais, estas Marcas passam a ter um significado especial e único, seus valores são percebidos e compartilhados pelo seu público que deixam de ser simples consumidores para se tornar verdadeiros defensores das Marcas, seus clientes sentem-se orgulhosos de fazerem parte deste universo, são fiéis e seus maiores fãs.
Luiz Pryzant