Roupas com pegada?

Sim nossas roupas deixam pegadas de carbono e elas podem ser bem profundas, todo o processo de desenvolvimento de uma peça de vestuário pode ter impactos ambientais maiores ou menores conforme a forma com que são produzidos, os materiais que utiliza e até na forma com serão jogados fora.

A sustentabilidade é o cuidado que se busca ter durante todo o Ciclo de Vida do Produto em seus diferentes estágios.

De forma geral as fases de produção envolvem a produção e processamento de matérias-primas, fabricação, comercialização, uso e a gestão do descarte ao fim da vida dos produtos.

O processo de criação é um estágio importante, pois é na criação que todas estas etapas são planejadas, mas em minha opinião, a Decisão de Compra, ou a hora em que a gente vai escolher uma roupa ou sapato na loja, é a etapa mais importante de todas, quando escolhemos comprar um determinado produto ou ao contrário, deixarmos de comprar outro, podemos conscientemente apoiar ideias ambientalmente positivas e rejeitar produtos sem preocupações ecológicas.

As nossas decisões de compra vão servir como estatística para os estilistas conceberem, para a indústria produzir e para movimentar todo o comércio e o marketing em cima destes produtos.

Então cuidado com o que deseja, seus sonhos de consumo podem se tornar realidade, mas será que estes produtos fazem parte de um futuro sustentável?

Claudio Vaz

O Planeta Terra é a nova vítima da moda

Oscar de La Renta foi o primeiro a falar nas fashion victims, pessoas que simplesmente não conseguem resistir e seguem modismos cegamente, elas são vitimas da moda por serem inseguras e ficam vulneráveis aos assédios do consumismo e jamais conseguem firmar seu próprio estilo.

O problema é que a moda anda fazendo outras vítimas, e não é de hoje! o recente vazamento de petróleo no Golfo do México lembra que a maioria das roupas produzidas no mundo é feita de poliéster, nylon, lycra e outros polímeros derivados deste mineral anti-ecológico.

O mais chato é que as nobres fibras naturais como o algodão, linho e lã também estão na lista dos super vilões da poluição ambiental.

O algodão é o campeão disparado, começa a fazer sujeira na sua origem, está entre as monoculturas que mais utilizam fertilizantes e pesticidas pesados com conseqüências diretas para o ser humano e com alto custo para a fauna, flora e meio ambiente, continua emitindo poluentes ao ser beneficiado, no seu branqueamento e no tingimento e estamparia industrial, e a poluição continua até a nossa casa com as freqüentes lavagens que o algodão exige.

A sorte é que estamos iniciando um forte caminho em direção ao uso de matérias primas com origem renovável, estamos no limiar de uma nova moda, onde o bacana é ser sustentável, muitas Marcas já investem em tecidos orgânicos com pouca ou nenhuma emissão de poluentes.

Os melhores exemplos são os tecidos que utilizam fibras de origem renovável como o algodão e lã orgânicos, bambu, fibra de bananeira, seda, e a viscose que é derivada da polpa da madeira.

Do nosso lado, como consumidores, podemos apoiar este movimento evitando comprar roupas “baratinhas” e escolhendo produtos com certificação de origem.

Amazongreen produz cosméticos com ingredientes da floresta

As essências retiradas da região amazônica de forma sustentável são matérias-primas para a produção de mais de dez perfumes e sabonetes exclusivos.

A empresa apresentou suas linhas de perfumes com nomes das árvores que foram base para os perfumes: Muru, Palmeira, Pitanga, Potapy, Teka e Kotyhu. Também uma linha que traz nos perfumes nomes em tupi-guarani como Kaaty, Tikue, Kamba Kumã e Kamba Kuimba’e. Exóticos, os produtos são preservados naturalmente e não recebem fixador.

A linha de sabonetes também chama atenção pelo perfume único. Possui aromas de guaraná, açaí com argila, melão e pitanga, entre outros. Cada um deles é embalado em folhas secas de pitanga.

Segundo Franscisco Aguiar, diretor da Amazongreen, “o pilar número um da empresa é a extração sustentável”. Os perfumes e cosméticos da Amazongreen são resultado do trabalho de cerca de 40 famílias, de três estados brasileiros, que encontram na extração, no artesanato entre outras atividades, sua fonte de renda.

A Amazongreen possui 2 lojas nos aeroportos de Belém e Manaus, mas não conseguimos encontrar contatos ou website da empresa, quem souber favor avisar-nos.